O anúncio de uma trégua de duas semanas no Oriente Médio provocou uma onda de otimismo nos mercados financeiros nesta quarta-feira (8). Com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e o fim das incertezas sobre o fornecimento de energia, os preços do petróleo registraram quedas históricas, enquanto os principais índices acionários do mundo operam em forte alta.
O Tombo do Petróleo
Após semanas de preços inflados pelo risco de guerra, a commodity enfrentou uma correção severa. O mercado reagiu ao fim das taxas e controles iranianos na rota de Ormuz:
Brent (Referência Global): Queda de 13%, sendo cotado na casa dos US$ 95.
WTI (Referência EUA): Recuo superior a 15%, também abaixo da marca de US$ 100.
Especialistas apontam que a normalização do tráfego marítimo é o fator principal para o retorno dos preços aos níveis anteriores ao conflito.
Euforia nos Mercados Acionários
O sentimento de alívio varreu as bolsas de valores de Leste a Oeste:
Ásia: Índices em Xangai, Hong Kong e Tóquio fecharam com altas expressivas, com destaque para o Nikkei (Japão), que subiu mais de 5%.
Europa: O índice pan-europeu STOXX 600 registrou seu maior salto em um ano, com investidores reduzindo as apostas em ativos de segurança.
Estados Unidos: Wall Street opera no azul, com Dow Jones e Nasdaq subindo acima de 2%.
Destaque no Brasil: Ibovespa em Nível Recorde
O mercado brasileiro não ficou atrás. Impulsionado pela queda do dólar (que foi abaixo dos R$ 5,10) e pelo otimismo externo, o Ibovespa renovou sua máxima histórica, operando acima dos 193 mil pontos. O movimento reflete a confiança de que o fim da tensão externa pode aliviar a pressão inflacionária global.
